Sem palavras…

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Venha, coloque suas mãos aqui.
Deixe que eu te conduza pra um caminho nem tão longe assim.
Deixa-me atravessar esse fio invisível. Costure seus sonhos nos meus. Quero me perder e te achar nas profundezas desse horizonte…
Olhe bem dentro de mim…
Permita que eu ultrapasse a linha de chegada.
Venha, traga seu travesseiro. More nesse abraço. Deixa-me contar o que se passa nessa estrada sinuosa e barulhenta. Seja meu plural. Transcenda o tempo, reverbere no espaço…
Chegue mais perto e tente descobrir o que meu silêncio insiste em velar.
Saboreie
Demore…
Seja bem-vinda alma minha. Sua casa sempre esteve arrumada à sua espera…

Por Chrys Capelli

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Perspectiva…

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Um fio de luz que costura as esperanças. Tecer palavras constrói um mundo de entrelinhas que se cruzam no infinito. Pode ser ponto ou fragmentos de uma vírgula. Perder nas reticências desconstrói os contrários da vida. Faz do avesso um mosaico de cores. Há uma paz inquietante na cor e no agir dos descaminhos. Caminho. Amo.
A cada chegada, um encontro com as pequenas frações de meu ser. É assim. Navegar além daquele olhar, perder no oceano da emoção. Tudo é (a)mar. Quanto mais se aproxima daquela linha distante, mas ela se afasta. Medo? Ilusão? Não! Apenas vontade de ir além… Talvez seja por isso que o horizonte existe: para ensinar que nunca devemos parar de caminhar.
Cheguei e parti. A viagem mais longa é aquela pra dentro de mim…
Horizontes…

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Rascunho inacabado…

1112Saudade daquela brisa que batia na janela e já alcançava meus olhos sem que eu precisasse me aproximar. Era um tempo onde eu bagunçava as estrelas com as pontas dos dedos e sem perceber o poema já escorria do azul direto para a folha em branco. A pena movia e tecia a letra pontilhada de renda. Entre linhas, tudo virava verso. Era espera. Era noite vestida de luz. No varal somente a memória dormia com a canção de (me) ninar. Já fui inverno na noite de verão. Já fui cor no frio da alma. Hoje recolho os sabores da estação que espero chegar…

Por Chrys Capelli

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O preço do resgate…

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Há sabores que me recordam da época da travessia. Da ponte de papel avistava uma janela demolida pelo tempo, apenas revestida de cores da tempestade. Cores de isopor. Sabores de plástico. A cortina foi rasgada e com ela as letras desmoronaram, deixando no chão apenas bolhas de sabão, apenas! Pena que a padaria fechou, o sonho acabou. Nem suspiro ficou, só as farpas do delegado pregadas na porta de lata, da era da pedra lascada. No bar, o bilhete dentro de um livro: “um dia”.

Caiu e o vento levou…

Por Chrys Capelli

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Livro-te…

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Algumas folhas sem sentido me fazem lembrar da época que existia a travessia
Uma janela
Um vitral
Várias letras que escorriam pela cortina amarelada pelo tempo
Aquele suspiro no meio das reticências…
O sonho na padaria
O delegado que mandava farpas
Havia um rio que descia lágrima
Na memória, o melhor sorriso
No Bilhete de bar sem endereço
Cai um aviso
O mistério velado
“Um dia”
Mania de sonhar…

Por Chrys Capelli

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O mundo de dentro…

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Dizem que a estação mudou. Que chove por aqui. Dizem que a vida por um frio bate na janela, arrebenta correntes e faz brotar água no deserto. O silencio da estrada sussurra uma canção. Já não sei se sou pó, poeira ou poesia. No bilhete tudo cabe dentro daquelas reticências. O barulho do vento, as cores do lápis, o vazio de uma ponte de madeira. É desfecho ou apenas o começo? Não vejo linha na contramão. Apenas uma rima rumo ao nada. Um risco, um abrigo, um amigo. Tem hora que me perco dentro em mim…
Chrys Capelli

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Minuto profético…

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Devagar nas horas, no compasso das flechas
Um alvo
O toque que balança o sino.
Há algo de eterno naqueles olhos de madrugada
Ao longe, as notas de rodapé.
Um sinal
A multidão caminha para o alto. Mãos de papel bagunçando um céu de futuro, estrelado.
O espanto do vinho que escorre
A vida
O início de tudo
Recolho as flores
Onde tudo parecia ter fim
O amor foi acolhido, escolhido
Cores brotaram naquele jardim…
No princípio era o verbo. Depois veio o verso, o poema e a canção. O poético nasceu e habitou dentro de nós…
Chrys Capelli

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